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“Quem não tiver a visão de tecnologia vai ficar de fora”, alerta cofundador da MEC Malls

Fonte: Mercado&Consumo

Em sua participação no Mercado & Consumo em Alerta no dia 03/07, Marcos Saad, confundador da MEC Malls e presidente da ABMalls, disse que o varejo de vizinhança vem ganhando cada vez mais importância com ao longo dos anos e a questão da pandemia, assim como para os demais negócios, acelerou ainda mais as operações neste segmento.

Segundo ele, questões como o crescimento do home office, menos deslocamentos das pessoas e a necessidade do consumo ficar focada em itens de serviços e alimentação, potencializou o produto [referindo-se aos strip malls]. Outro ponto destacado pelo executivo está ligado ao anseio do lojista. “Ele contam com custo de locação mais baixa, estão na rua de forma mais organizada, com as pessoas conseguindo consumir de forma organizada e investimentos rentáveis e seguros. Nenhuma receita das lojas teve queda e poucos precisaram fechar, até porque estes centros são formados por supermercado, drogaria, postos de gasolina e redes de fast food”, explicou.

O executivo falou ainda sobre os problemas estruturais que o no Brasil tem, com estradas ruins e falta de segurança. Ele disse que a concentração urbana no Brasil é muito grande e que muitas famílias frequentam os empreendimentos no Brasil como uma forma de lazer. Saad citou ainda a performance dos outlets. “Eles estão crescento, mas não velocidade que se imaginava, mas é um produto que ainda vai prosperar muito com o crescimento do nosso país”, afirmou.

O shopping center chama de “loja âncora” operações de varejo com grande potencial de fluxo de pessoas. No caso dos strip malls, já existe um varejo implementado, logo, todas as marcas fazem papel de âncora pela necessidade e a conveniência que elas oferecem. “Ter marcas líderes em seus respectivos segmentos fortalece o strip mall, mas a ausência deles não compromete o sucesso do negócio”, contou o executivo.

Questionado sobre uma possível abertura de lojas temporárias, Saad contou que os strip malls são compostos por conveniência, serviço e alimentação. Em casos específicos onde o mix de produtos faz sentido [no caso de lojas temporárias] ele disse que a instalação faz total sentido. Mesmo assim ele alerta sobre mix e a disponibilidade de lojas como grandes desafios para implementar essa modalidade.

Para Marcos Saad, os centros de proximidade têm potencial de desenvolvimento acelerado no novo contexto, seja no aprimoramento da experiência por meio da tecnologia e integração omnichannel, seja na expansão de serviços. Ainda de acordo com ele, quem não tiver a visão de tecnologia vai ficar de fora.

Este webinar contou com o patrocínio da ACI Worldwide, líder global na indústria de pagamentos, e que está à altura do desafio de capacitar a transformação digital de pagamentos no Brasil.

Sobre concorrência, Marcos Saad ressaltou que os strip malls não são concorrentes dos shopping centers. “Somos um equipamento onde o momento do consumidor é outro. O nosso melhor empreendimento fica em frente ao shopping Plaza Sul, na Avenida Ricardo Jafet, em São Paulo”, e completou ao dizer que “o shopping comporta um mix de entretenimento de mais tempo e disponibilidade, já os strip malls vieram para complementar momentos de consumos bem diferentes”.