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Coronavírus e seu impacto no comércio mundial

Fonte: NDEV

Este texto foi escrito por Marcos Saad.

Vivo com minha família na Espanha há quase quatro anos. Tem sido um desafio gigante enfrentar a situação que o mundo está vivendo com o Coronavírus, imaginar quando tudo isto vai passar e quais serão as consequências.

Após muita desinformação, tem imperado a consciência de que este vírus não possui um alto índice de letalidade, porém tem uma elevada capacidade de contágio.

Predominantemente, pessoas idosas e com alguma doença pré-existente estão sofrendo o maior impacto. Dada a sua velocidade de progressão, o sistema sanitário da maioria dos 150 países que declararam até o momento a presença do vírus, não está preparado para o volume de casos e, com isso, pode colapsar.

O confinamento das pessoas em suas residências é a melhor alternativa, e consiste em um gesto de solidariedade.

Os governos estão implementando medidas para tentar atenuar as consequências da paralização. A partir de hoje, as fronteiras dos 27 países da Comunidade Europeia serão fechadas. Até o momento, não se percebem sinais de desabastecimento, mas já existe preocupação que ele venha a ocorrer.

As pequenas e médias empresas e seus funcionários, assim como os profissionais liberais, geram preocupação. Os governos estão implementando medidas de procrastinação do pagamento dos impostos e geração de crédito para as empresas e pessoas.

Ainda é difícil prever a dimensão dos impactos para o comércio mundial e o PIB.

Entendo que é inevitável o fechamento de todos os locais que geram aglomeração de pessoas, inclusive os Centros Comerciais. O comércio de rua também será fechado na grande maioria dos países. Os únicos segmentos que deverão sofrer menor impacto são os supermercados, drogarias e os marketplaces.

As vendas por internet de artigos de primeira necessidade, alimentos e conveniência seguem, mas não existem informações dos resultados.

Diversos restaurantes no segmento de fast-food mantêm seus serviços de delivery para atenderem à população. As empresas reduziram suas atividades através do home office e as fábricas de produtos de primeira necessidade continuam funcionando.

Analistas e consultores já debatem as mudanças de hábito que esta situação deverá gerar após a retomada da vida cotidiana das pessoas.

  • As operações de delivery e drive-thru devem aumentar.
  • As compras via internet devem ter crescimento importante.
  • As empresas deverão manter o sistema de home office para alguns setores.

Temos presenciado mudanças importantes em um mundo cada vez mais digital, em que a inovação e a mudança de hábito de consumo têm levado as empresas à uma constante reinvenção, como medida crucial para a sobrevivência.

Temos que estar preparados para um mundo diferente, no qual acredito que sempre haverá espaço para o convívio e relacionamento pessoal com o consumidor.

Agora é rezar para que o mundo supere esta difícil experiência no menor prazo possível.